Biblioteca afeta qualidade do BIM

Sinduscon 2 Seminario BIM - Sao Paulo Brasil Novembro 2011

Fonte: Notícias da Construção

Família é um elemento relativamente complexo que contém informação analítica e construtiva e também um componente geométrico com regras que o definem. À medida que estas regras e informações forem incorporadas à família, e forem conhecidas por todos, facilitará a utilização e a administração da mesma, criando um padrão de qualidade.

Com esta definição, Rodolfo Maritano, especialista em criação de conteúdo Revit da argentina ENGStudios, falou no 2º Seminário BIM do SindusCon-SP sobre o PIM (Product Information Modeling),que significa a modelagem dos produtos e componentes usados num projeto BIM.

O assunto é novo no país e suscitou uma mesa redonda especial para discutir qual caminho o setor deve tomar para viabilizar as bibliotecas digitais, já que muitas construtoras e alguns projetistas estão partindo para construir suas próprias bibliotecas enquanto esperam pela movimentação dos fabricantes.

"Temos uma etapa pré-design. Criamos famílias customizadas para uma cesta de produtos que vão em cada projeto", contou o arquiteto Luiz Augusto Contier.

Maritano garante que representação geométrica de uma peça é menos importante que as informações acrescentadas a cada elemento, e dá ao projetista informações analíticas para interagir com o sistema. Ou seja, não compensa gastar bytes detalhando as formas de um produto. Vale mais a pena dotá-lo de dados.

Para ele, a distribuição do teor de uma família deve respeitar 80% de informação e só 20% de conteúdo gráfico. "O mais importante é o porquê da peça, o seu propósito, e que as diretrizes da modelagem de uma família realmente útil", apontou.

Um padrão de codificação do modelo também seria importante para que todos os fabricantes usem os mesmo princípios.

"O foco é a produtividade. Um elemento deve ser detalhado a fundo uma só vez, para depois ser replicado ao longo do projeto de um prédio", advertiu Humberto Farina, diretor técnico da Tesis (Tecnologia e Consultoria de Sistemas em Engenharia). Segundo ele, o BIM contribuirá para que o setor possa aplicar os princípios da reengenharia, olhar os processos e seus objetivos, adequando-os à realidade BIM, e usar a tecnologia em problemas complexos.

Sinduscon 2 Seminario BIM - Sao Paulo Brasil Novembro 2011

Em nome da produtividade, o gerente de TI da empresa de projeto de instalações prediais MHA Engenharia, Guilherme Brito Neves, advertiu que o sistema exige que a escolha dos produtos a serem adotados na obra seja feita previamente. "Não dá mais para definir os itens no fim do processo, porque eles precisam ser embarcados na modelagem", justificou.

Glauco Rolle, coordenador de 3D da Hemisul SCet, concordou. "Na falta de tempo, estamos treinando novos projetistas durante o andamento do projeto. Se estes profissionais estão compromissados com o aprendizado, ele é rápido e fácil", atestou.Neves lembrou, no entanto, que "o mercado brasileiro ainda não é contratante de projetos BIM". Isso porque, segundo ele, as companhias ainda não têm total controle e confiança nas novas ferramentas e os custos envolvidos com equipamentos, licenças, treinamento e profissionais são mais altos. "Os ganhos são claros, mas ainda não percebidos no caixa", lamentou. "Com empreendedorismo", a realidade está mudando gradativamente. "As equipes têm de se capacitar desde já e incluir novos profissionais. Quem esperar muito vai ficar para trás". 

Tablet na obra

Nunca é demais lembrar que o projeto, no final das contas, também vai cair nas mãos dos trabalhadores dos canteiros. Assim, recomendou Sergio Kasazima, presidente da SKK Engenharia de Sistemas Prediais, a relação com estas equipes deve mudar. "'Pentear' muito um projeto que precisa ser entendido por um eletricista ou um encanador não parece muito producente".

Para ele, não faz sentido plotar um projeto criado em BIM para entregá-lo ao canteiro. "É nossa tarefa para os próximos anos vermos eletricistas, encanadores e outros trabalhadores com um tablet nas mãos", projetou Kasazima.

Fonte: Notícias da Construção 2011. Edição 106 - Novembro de 2011

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